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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Vento frio, pensamentos irregulares.

Eu estava deitada sobre minha cama macia e aconchegante. Ela realmente estava como eu gosto, toda bagunçada e aquilo me dava uma sensação de segurança, só não me pergunte porque... Eu perdi o sono em meio a noite devido aos trovões repentinos, estava chovendo muito e eu podia ouvir cada gota caindo sobre o telhado de minha casa me fazendo entrar em um transe tão bom, era como se nada existisse naquele momento e todos meus problemas sumissem. Nunca pensei, que em meio ao uma chuva, deitada sobre minha cama, poderia refletir tanto sobre a vida e eu não queria esperar outra chuva para poder ter aquele momento novamente. Decidi levantar da cama, e fui passo por passo para a cozinha, eu sentia o frio sobre minha pele quente, me causando arrepios, mas não me intimidava e me fazia de forte, enchendo os pulmões de ar e enfrentando o frio, aquilo me roubou uma risada, sem motivo. Puxei uma cadeira e me sentei, escorando os cotovelos sobre a mesa e avistando o grande relógio pregado sobre a parede, eram 4:15 certinho. Então apoiei a cabeça sobre a mesa e fechei meus olhos, eu podia sentir o vento frio que mais parecia uma faca afiada, tocar meu rosto e deixar o mesmo gelado e rosado. Enquanto ainda permanecia com os olhos pregados, pensava em tudo o que ocorrera nos últimos meses e as pessoas maravilhosas que conheci, claro que uma em especial.  Inclinei o tronco para trás e como um movimento involuntário me ajeitei novamente na cadeira, sentada. Abri os olhos lentamente e fiquei fitando o branco da parede por longos segundos o que para mim, pareceu horas... Olhei o relógio novamente  e eram 4:17, soltei uma risada sem motivo e me levantei, tornando novamente ao encontro de meu quarto, de minha cama. Me deitei e me cobri até o nariz, eu tremia de tanto frio, ficando imóvel. Quando menos percebi, havia pegado no sono, e aquela pessoa em especial. dominava meus sonhos. E assim foi... A noite toda, as semanas, o mês. Até que me deparei com um vicio insano. Andava frustada, pois já estava incomodada de pensar constantemente em  apenas um ser e esse ser morar tão longe. Então se iniciou a beira de minha loucura...

Procrie.

Eu sempre fui assim, nunca tentei agradar ninguém. Alguns me rotulavam de  fria e grossa, outros apenas ficavam em silêncio, mas um silêncio suspeito. Meu coração já apanhou de mais, eu já apanhei de mais e tudo o que acontecera comigo, me transformou nisso que sou. Rente ao olhar dos outros, tudo parece normal, mas aqui dentro de mim sei os males que passei, do tanto que sofri e das lágrimas que derramei. Ser invisível  é meu forte e sempre escondo os meus sentimentos, as minhas vontades entre outras  coisas que por ventura, marcariam minha maneira de ser. Não me importo mais com o que pensam de mim, já está 'tanto faz'. Me procrie em seu olhar, me torne em seu pensamento o que deseja, mas dentro de mim sempre serei a mesma... (até que alguém venha e me mude completamente, o que está acontecendo e eu estou me sentindo tão insegura)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um pequeno vazio que vem tomando conta, vai atacando os pontos críticos de seu corpo e faz seus olhos marejarem de lágrimas, acompanhado de tudo isso, vem a dor sem igual, que toma conta e tenta tapar o vazio que consta em seu coração, coisa não muito boa. Qualquer coisa que tente fazer cicatrizar é em vão, uma luta ao vento... O remédio disto, seria você. Que eu pudesse te-lo aqui sempre, poder lhe abraçar rente ao meu peito, te fazer sentir o estrago que me causa por dentro, cada alteração de fôlego e batida frenética de meu coração... Acho que são indícios que chegou minha vez, então... Vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza.