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terça-feira, 23 de junho de 2015

Aposentada.

Da minha poltrona maltratada, enxergo a minha escrivaninha empoeirada, um sorriso de canto aparece, mas antes que o mesmo cesse, levanto-me, com as minhas pantufas e meu óculos arranhado, cada passo devagar para não maltratar os meus pés já cansados... Reviro e viro as escritas em cima da escrivaninha, relembrando o que se passou em minha  vida. Sou poeta aposentada, aposentada pelas palavras, pelo desgosto, pela lágrima que escorre em meu rosto. Sou nova de alma, mas meu corpo ficou debilitado tão de repente, infelizmente, parei de escrever.
Em meu cantinho, com um lápis acabado escrevo meus sentimentos por qualquer lado, da parede, do chão... Mas minhas escritas são em vão, pois até eu acreditei que não tenho mais o dom. Mas minha poesia não morreu, apenas adormeceu, sem que um dia assim, poderei escrever sem ter medo de ter fim, pois serei eternizada pela minha palavra, pela minha poesia. Quem sabe alguém leia isso aqui e diga pra mim não parar, que eu tenho que continuar... Ou meu coração diga.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Dono do tempo.

O ano novo já chegou e a chuva não cessou. Chove com vontade, chove, chove cessando minha ansiedade de querer ir embora assim, mas enfim, quem vai me entender? A cada dia que passa tenho cuidado, pois ainda nessa estrada  ando descalço, traçando o meu caminho que não tem fim. Mas ainda assim me sinto feliz, pois sei que o futuro me trará coisas boas e ruins também, mas é o lado bom que me mantém.
Dando a mão ao meu coração e fazendo com que ele não me faça perder a razão.
Me entrego, me doo e não nego!
 Até então, encontrei alguém que caminha comigo sem pensar no paraíso, nada a mais do que o amor nesse  momento, pois somos agora, donos do nosso tempo.