Deitei no aconchego da tua cama, encostando minha cabeça pesada em teu travesseiro, envolto meus braços pelo teu pescoço, te trago mais pra mim, enquanto afogava e emaranhava meus dedos entre teus cabelos.
Enquanto isso, entre as quatro paredes do teu quarto, o silêncio reinava, deixando nossas respirações como atores principais.
Era um silêncio cheio de palavras, pois meu corpo gritava descontroladamente, minha mente não me dava trégua, e eu sentia que a sua também... As palavras como sereno entre os desvaneios do meu pensamento ia se cessando noite a fora, com tanta rapidez ao encontro da luz sol, querendo se instinguir. Em meio a tanto silêncio, dois corpos emaranhados gritando sem parar. Dois corpos sem palavras, então as palavras mais bonitas, cheias de poesia, resumiam-se em: tá tudo bem?