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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Dois corpos que conversam

Deitei no aconchego da tua cama, encostando minha cabeça pesada em teu travesseiro, envolto meus braços pelo teu pescoço, te trago mais pra mim, enquanto afogava e emaranhava meus dedos entre teus cabelos.
Enquanto isso, entre as quatro paredes do teu quarto, o silêncio reinava, deixando nossas respirações como atores principais.
Era um silêncio cheio de palavras, pois meu corpo gritava descontroladamente, minha mente não me dava trégua, e eu sentia que a sua também... As palavras como sereno entre os desvaneios do meu pensamento ia se cessando noite a fora, com tanta rapidez ao encontro da luz sol, querendo se instinguir. Em meio a tanto silêncio, dois corpos emaranhados gritando sem parar.  Dois corpos sem palavras, então as palavras mais bonitas, cheias de poesia, resumiam-se em: tá tudo bem?

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