Da minha poltrona maltratada, enxergo a minha escrivaninha empoeirada, um sorriso de canto aparece, mas antes que o mesmo cesse, levanto-me, com as minhas pantufas e meu óculos arranhado, cada passo devagar para não maltratar os meus pés já cansados... Reviro e viro as escritas em cima da escrivaninha, relembrando o que se passou em minha vida. Sou poeta aposentada, aposentada pelas palavras, pelo desgosto, pela lágrima que escorre em meu rosto. Sou nova de alma, mas meu corpo ficou debilitado tão de repente, infelizmente, parei de escrever.
Em meu cantinho, com um lápis acabado escrevo meus sentimentos por qualquer lado, da parede, do chão... Mas minhas escritas são em vão, pois até eu acreditei que não tenho mais o dom. Mas minha poesia não morreu, apenas adormeceu, sem que um dia assim, poderei escrever sem ter medo de ter fim, pois serei eternizada pela minha palavra, pela minha poesia. Quem sabe alguém leia isso aqui e diga pra mim não parar, que eu tenho que continuar... Ou meu coração diga.
Continue... Ñ pare.
ResponderExcluirContinue... Ñ pare.
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