O que aconteceu ou o que está acontecendo? Dá um tempo, para, não to entendendo...
Tô aprisionada no meu próprio corpo e ninguém entende ou consegue medir o meu sufoco.
Eu to parada no tempo, não consigo pensar, presa à rotina que me fez acomodar, afunilada em um só conhecimento, às vezes, nem eu me entendendo.
Cega pelas mentiras que soam como canção, silenciada pela voz que grita mais alto sob minha direção, e surda para ouvir meu próprio coração...
O olhar perdido sobre o horizonte que as vezes se esconde de mim.... Perdida no meu próprio infinito, risco a parede do eu quarto com palitinhos, pensando como seria a tal despedida...
Me arrasto pelos comodôs, me deparo com o espelho, me olho e me questiono... Qual o real significado de sentir tanto? Não encontro a resposta, então dou um sorriso de canto.
A caminhada continua se traçando, me deparo em uma encruzilhada dos meus próprios sentimentos,
paro e analiso, de frente à eles me sento... Algo em mim se desperta, assim como um vulcão que estava adormecido e meu corpo se estremece e arrepios contínuos me dominam.
Então escolho ouvir a canção do meu próprio coração, decido olhar com meus próprios olhos e não me cegar frente às mentiras e jamais deixar com que a voz que grita mais alto me silencie...
Eu escolhi ser livre... Assim como os pássaros.
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