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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cuidado de minha casa.

Te aprochegas ao ouvir meus gritos de socorro... Explica-me do que é feito a vida, me explica o motivo de ter tantas despedidas... Será que tudo se resume a algo incompleto, no meio da cidade e no fim, no meio do deserto? Sozinho e sem ninguém pra segurar sua mão, perdido procurando algo, andando em qualquer direção. Vazio de certezas, cheio de incertezas, corroído pelo sofrer, machucado pelo seu bem-querer, transformado o amor em monstro, vivendo com desgosto, querendo ir embora...
Sem fé em nada, me mergulho em  mim para curar-me, faço de meu corpo minha casa: Cuido, organizo e coloco o lixo para fora... Faço planos insanos, sorrio com medo, vivo minha intensidade, fujo da cidade... Volto, conserto, arrumo, para que  meu corpo que és minha casa, assim quando estiver reformado, se transforme em tua morada.

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